No último sábado, dia 07 de abril de 2018, ocorreu no Polo CEDERJ de Nova Friburgo, o primeiro dia da Jornada Acadêmica.
Ás 8 horas houve a mesa de abertura com os representantes de algumas instituições de ensino friburguenses, dentre eles o Prof. Bernardo Peralva, do IPRJ (Instituto Politécnico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro); a historiadora Maria Ana Quaglino, da Fundação D. João VI; Marcelo Verly, da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação; Vinícius Pascoal, da UFF (Universidade Federal Fluminense), o ex Aluno do CEDERJ que ganhou em primeiro lugar o prêmio Schell de educação científica de 2017, Edevaldo Silva, e a diretora do Polo CEDERJ, Profa Rosali Zavoli, como mediadora do debate, cujo tema era: “Pesquisa, educação e História em Nova Friburgo”.

A partir das 10 horas da manhã, teve início a mesa redonda “Pensando a intervenção militar sob a perspectiva de território e segurança pública”. O professor Artur Faustino falou acerca da definição de território sob o ponto de vista da Geografia, trazendo abordagens sobre dominação e apropriação. A professora Érika G. Ferreira relatou a pesquisa que realizou com os agentes de segurança pública do município de Nova Friburgo e expôs dados sobre a criminalização na região. O antropólogo Marcos Veríssimo contou um pouco sobre a sua pesquisa nas bocas de fumo da Metrópole do Rio de Janeiro, pontuando questões de segurança pública e tráfico de drogas. Após a fala de cada um dos convidados, houve abertura para perguntas e todo o debate foi enriquecedor.

No período de 11h30min da manha ás 13 horas houve a exposição dos Banners:
- “Memórias de vidas no campo: A Revolução Verde e as transformações nas “Artes de fazer e conviver” dos trabalhadores de bairros rurais da Serra Fluminense (Nova Friburgo e Sumidouro) (1950-2000).”
- “Ciência e cultura também são feitas a distância: a experiência de um projeto de extensão.”
- “O centro de memória, pesquisa e documentação de Cantagalo e a preservação e divulgação das fontes manuscritas do Vale do Paraíba Fluminense.”
- “O Blog do Polo EAD de Nova Friburgo/RJ: um relato de experiência.”
- “Tabela periódica interativa: Uma nova maneira de aprender/ensinar Ciências”
- “Ciência em Jogo.”
- “Contos Mitológicos no ensino da Astronomia: trabalhando com recursos lúdicos no ensino médio.”
- “A utilização de experimentos no ensino de Ciências: despertando o interesse pela química.”
- “Mapeando os cursos de licenciatura semipresenciais da UERJ e suas redes.”
- “A descoberta do corpo humano: experienciais no contexto do PIBID.”
- “Produção, circulação e consumo da moda em Nova Friburgo (1920 – 1951).”
Após a exposição dos banners houve a terceira mesa discutindo as questões de trabalho em Nova Friburgo. O professor Rodrigo Martins Marreto discutiu sobre a escravidão no município de Nova Friburgo durante o período colonial no século XIX. Ele desmitificou as abordagens do município ter sido constituído longe do trabalho escravo, usou censos regionais e relatórios dos presidentes das províncias para comprovar sua tese. Por conseguinte, a Profa Sônia Regina Rebel trouxe uma perspectiva histórica sobre o trabalho da mulher no município de Nova Friburgo, pontuando importantes questões de discriminação que as mulheres sofriam sendo consideradas minoria, principalmente com relação ao cargo de professoras, onde eram vistas como mães, cujo principal objetivo era transmitir os valores morais e formar bons cidadãos. Para finalizar essa discussão sobre o trabalho, o Sr. Rodrigo Marreto trouxe algumas considerações com relação à luta das classes sociais, abordando alguns assuntos relativos ao favorecimento das classes dominantes, sobre os donos do capital que possuem os meios de produção e exploram a força de trabalho da classe operária, criticando de forma direta o sistema capitalista predatório.

Para concluir o evento, houve o pré-lançamento do livro “Teia Serrana II”, onde os autores Maurício Raposo, Rodrigo Marreto e Maria Ana Quaglino, trouxeram algumas considerações sobre o livro, que trás como tema a história de Nova Friburgo.
