Relato da Live “EAD: Competências e desafios para a prática docente”

No dia 23 de setembro de 2020 ocorreu no Facebook Professor Carlão(link), às 19 horas, uma live sobre o tema: “EAD: Competências e desafios à prática docente”. A mediação foi feita pelo Prof Carlos Santa Anna, com participação da Prof.a Neuma Camargo e  Prof do Ciro Reis, com a presença  de duas convidadas,  a Prof.a Rosana Oliveira  (Doutora e Mestre em Educação e Coordenadora do curso de Pedagogia EAD da UERJ) e a Prof.a Luiza Portes (Doutora em Psicanálise, Mestra em Educação e Coordenadora do curso de Pedagogia EAD da Universidade Souza Marques).

A conversa iniciou desconstruindo os mitos relacionados à qualidade dos cursos à distância, ao grau de dificuldade desses cursos e a impessoalidade estabelecida pela distância, destacando o rigor exigido pelo MEC a esses cursos, a disciplina e autonomia exigidas do aluno e o modelo semipresencial  adotado no EAD que preserva as relações interpessoais e possibilita ao indivíduo a oportunidade de aprender e tirar dúvidas com seus tutores e colegas de classe.

A EAD é uma modalidade de ensino estruturada que tem avançado junto com a tecnologia permitindo que pessoas que moram no interior tenham a possibilidade de cursar a Universidade e se inserir na sociedade, como tem acontecido com mais de 500 pedagogos formados somente neste ano. Diferente do ensino remoto, que foi uma solução encontrada pelos cursos presenciais para o momento de pandemia de forma rápida e sem o devido planejamento no primeiro momento.

O professor, por sua vez, está se adequando ao ambiente do ensino remoto e à distância, aprendendo a dimensionar seu tempo pessoal, não se expondo a cargas extremas de trabalho. Para isso, segundo a Doutora Luiza Portes é necessário que esse profissional busque desenvolver em si mesmo e em seus alunos competências como: comunicação, criatividade pensamento crítico e inovação.

A live está salva no YouTube no canal: https://www.youtube.com/channel/UCgN8OfSOZQLVbEyraonjR0w

“EAD: Competências e desafios à prática docente”

Com a necessidade de afastamento social em virtude da pandemia do novo corona vírus, ampliou-se o debate sobre a Educação a distância – EaD, equivocadamente confundida com as mais diversas alternativas remotas utilizadas neste momento por escolas e universidades, num esforço para compensar a impossibilidade do ensino presencial. A EaD é uma modalidade educacional com metodologia própria e regulada por legislação específica. Seus profissionais estão expostos a desafios singulares da prática docente, mas também às sombrias transformações do mundo do trabalho, especialmente àquelas ligadas a docência. A EaD, por intermédio de iniciativas como o CEDERJ e a Universidade Aberta do Brasil, também se converte em poderoso instrumento de inclusão social, de atendimento à populações afastadas dos grandes centros, levando ensino público, gratuito e de qualidade para essas praças, atuando na fronteira da oferta e oportunidade de ensino público no combate ao intenso processo que mercantilização da educação.

Conversaremos sobre isso e mais um pouco, nesta próximo quarta-feira, dia 23/09, às 19h.

Aula Inaugural VIRTUAL 2020-2

Tivemos no último dia 15 de agosto de 2020, nossa primeira aula inaugural “virtual”. Isso se deu pela necessidade de mantermos o isolamento social imposto pelos protocolos de prevenção do Covid-19.

Ambiente novo, nova maneira de conhecer os calouros, excepcionalmente neste semestre, os que foram aprovados com aproveitamento de notas do ENEM, mas não menos emocionante.

Tivemos ingressos calouros para os cursos de Ciências Contábeis-UFF, Letras-UFF e Química-UENF

A Profª Rosali Zavoli, fez a abertura da cerimônia apresentando o Polo, sua estrutura, suas dependências e forma geral de funcionamento.

A seguir foi solicitado que os Articuladores Acadêmicos dos cursos acima se apresentassem e também os respectivos Mediadores Presenciais. Apresentaram-se também a equipe de Secretaria e Biblioteca.

Em seguida foi a vez dos calouros. Estes se apresentaram virtualmente, esperando o momento de conhecermo-nos presencialmente no Polo.

Sejam todos bem-vindos!

Tela de abertura da cerimônia de Acolhimento de Calouros 2020-2
Obra: RONDA DE CRIANÇAS, Eliseu Visconti, 1918 – Fonte: eliseuvisconti.com.br

Olá! Bem vindo (a) ao Tutu Marambá. Este BLOG foi idealizado pelo POLO CEDERJ de Nova Friburgo em uma ação conjunta envolvendo as Disciplinas ARTE NA EDUCAÇÃO, INFORMÁTICA e ESTÁGIO NOS ESPAÇOS SOCIAIS DE FORMAÇÃO HUMANA. Elas fazem parte do currículo do curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ.

Este espaço foi criado para compartilharmos saberes referentes à cultura popular,  brincadeiras, ludicidade, contos, cantos, acalantos, mitos e lendas, histórias e tantas outras riquezas culturais que chegaram até nós pela tradição oral. Agora “a peteca está em nossas mãos” e cabe a nós aprender  e passar adiante.

           Tutu Marambá é um acalanto, uma cantiga de ninar, de embalar os bebês. As histórias sobre ele são muitas. O site mitoselendas.com.br  traz uma definição de Câmara Cascudo sobre  a origem do nome: Tutu vem do termo africano quitutu, que significa ogro ou papão. Ele deve ser da família do Bicho Papão e do Boi da Cara Preta.

           Câmara Cascudo é uma referência importantíssima quando se fala em cultura popular. Historiador, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro, é de sua autoria, dentre outros, o Dicionário do Folclore Brasileiro que é reconhecido no mundo inteiro.

           Esperamos que este espaço seja de muito aprendizado e de compartilhamento. Concluímos com a letra do acalanto:

“Tutu Marambá, não venha mais cá, que o pai de menino te manda matar”.  Na voz de Bia Bedran encontramos: “Tutu Marambá. não venha mais cá, que o pai do menino te manda voltar”.

Abraços e sejam vem vindos!

Referências

https://globaleditora.com.br/autores/biografia/?id=2613

http://circuitomt.com.br/editorias/artigos/129699-a-historia-de-tutumoringa.html

https://www.mitoselendas.com.br/2017/03/a-lenda-do-tutu.html

Pesquisa e Desenvolvimento de Nova Friburgo em destaque na FAPERJ.

Nova Friburgo terá Centro de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação em EPIs

Juliana Passos

Um dos principais polos produtores de moda íntima no País, as indústrias de Nova
Friburgo estão se adequando para produção de EPIs (Foto: EcoModas/Divulgação)

A FAPERJ e Secretaria Estadual de Saúde financiarão um Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Nova Friburgo, polo têxtil do Estado e responsável por 25% da produção nacional de moda íntima. O projeto foi um dos contemplados pelo edital Ação Emergencial Projetos para Combater os Efeitos da Covid-19 e integrará diversas universidades do Rio de Janeiro com indústrias que desejarem realizar uma adaptação para produção de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) utilizados por equipes de saúde.

A rede formada para desenvolver o projeto multidisciplinar tem como coordenador Ivan Leão Bastos, professor do departamento de Materiais do Instituto Politécnico do Rio de Janeiro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IPRJ/Uerj). Integrada a esta rede estão as empresas Quipo e Media Glass, especializadas em inteligência artificial, bigdata e telemedicina e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), com o projeto da Rede de Empresas Fluminenses contra Efeitos da Covid-19.

Professor do departamento de Odontologia e coordenador do escritório da Agência de Inovação do Instituto de Saúde de Nova Friburgo da Universidade Federal Fluminense (UFF) na Região Serrana, Fernandes explica que a segurança dos EPIs depende do tipo de tecido e design utilizados. “Enquanto as máscaras de algodão que utilizamos no cotidiano tem uma proteção de 50 a 70%, quem atua na linha de frente precisa de materiais que elevem essa proteção a mais de 90%”, explica. Entre os designs que oferecem maior proteção estão aqueles que possuem filtros tipo meltblow, que tem produção em poucos locais no mundo. É com esse tipo de tecido que se produz as já famosas máscaras N95 e tem capacidade de filtração que chega a 98%, de acordo com Fernandes. Outra necessidade de adaptação é a substituição da costura nas máscaras, pois há a necessidade de eliminar os furos, por exemplo num processo de termo-selagem.

Os primeiros passos do novo Centro será um estudo situacional para diagnóstico. “Como se trata de um projeto emergencial, montamos um grupo trabalho com o poder público e empresários da indústria têxtil com a intenção de fazer um estudo sobre o cenário da produção local e quais as necessidades de desenvolvimento em tecnologias, maquinário e recursos humanos na percepção na produção local para que o centro de pesquisa atue conjuntamente”, diz o vice-coordenador do comitê gestor do projeto e professor no Instituto de Saúde de Nova Friburgo da UFF, Cláudio Fernandes.

Cláudio Fernandes (esq.) e Ivan Bastos, do IPRJ/Uerj são os coordenadores do 
projeto de criação do centro de PD&I da região serrana (Fotos: Arquivos pessoais)

Como se trata de produções correlatas, em que muitas indústrias já tem máquinas para efetuar trabalhos em tamanhos similares das máscaras, face-shields, toucas e roupas de proteção, bem como trabalhadores capacitados para atuar nessa área, muito dessa estrutura e experiência poderá ser aproveitada nesse processo de adaptação da produção. No entanto, o pesquisador explica que também será necessário investir em novos equipamentos, materiais e capacitação de recursos humanos. “Não é algo que se possa fazer trivialmente, mas a adesão do Sindvest, o Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo, ao grupo de trabalho e de empresas do setor mostra essa conversão como tangível”, comenta.

Prova disso é que 180 indústrias do polo de Nova Friburgo estão produzindo máscaras de tecido, com capacidade que já supera a marca de 11 milhões de máscaras mensais. O grupo conta com 23 pesquisadores de vários segmentos e tem o apoio do projeto social Face-Shield Nova Friburgo, que, junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e indústrias locais, já produziram e doaram mais de 40 mil unidades para profissionais na linha de frente. Fernandes enfatiza a importância do desenvolvimento de novas tecnologias dentro do segmento e a necessidade de produção com qualidade de padrão internacional, além da capacidade do Centro de Pesquisa funcionar como um certificador na vigilância da qualidade dos produtos no mercado. Ele também destaca que se trata de um projeto de longo prazo, para além da pandemia. “A Covid-19 causou uma crise de produção e distribuição desses produtos e evidenciou a vulnerabilidade dos sistemas de saúde pela falta de equipamentos de proteção diante da alta mortalidade e afastamento de profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à doença. E mesmo quando a pandemia passar, a memória em relação à necessidade de qualidade de proteção permanecerá, por isso, não se trata de um investimento emergencial, mas uma possibilidade de longo prazo para atender a uma nova demanda”, avalia o pesquisador.

VIII ETARSERRA 2020

CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE  TRABALHOS DE ENSINO SUPERIOR E PÓS-GRADUAÇÃO

*Data limite para submissão: 31/07/2020

Esta chamada  versa sobre a submissão de propostas de trabalhos para apresentação na VIII ETARSERRA – Exposição de Trabalhos Acadêmicos da Região Serrana, a ser realizada entre os dias 15 e 17 de outubro de 2020, de modo integralmente virtual, no Instituto Politécnico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IPRJ/UERJ), Nova Friburgo/RJ. 

Os proponentes deverão observar as normas e os prazos que regem esta chamada pública e efetuar a submissão de suas propostas somente pelo site oficial do evento: http://www.etarserra.iprj.uerj.br